Projeto Rio 2017 – Priorizar, Pensar em Simplificar pode ser a Única Salvação para o seu Projeto!

Falaaaa GP, tudo bem?

Vida de GP é bem difícil, muitas vezes temos que priorizar, temos que avaliar cenários e definir o melhor caminho a seguir.

Você que me acompanhou durante todo o projeto para o Rio 2017, deve ter percebido que tive que replanejar inúmeras vezes meu projeto e quando tudo voltou a se encaixar, mais um risco não planejado.

Para vc que não conhece o projeto, dá uma olhadinha em todo o material.

Durante o meu último treino longo, fiz uma análise Go-non-Go (se você não sabe o que uma reunião Go-Non-Go dá uma olhadinha no artigo), e nesse treino eu alcancei minhas metas sem muita dificuldade e na empolgação, decidi que iria ao Rio cumprir meu objetivo.

Nesse mesmo dia comprei todas as passagens e hospedagens, comprei para mim e toda minha família!

O problema é que a empolgação foi tanta que não revisitei meu plano de riscos, e o que aconteceu?

Um risco, ou melhor, dois riscos que poderiam ser fatais ao projeto. Isso costuma acontecer quando a empolgação para o final do projeto é maior do que qualquer lado racional do GP, ou seja, não enxergamos mais nada no meio tempo, só conseguimos enxergar o tão sonhado final feliz.

Meu filho mais novo tinha uma prova marcada bem no dia da nossa viagem! Tentei na escola reagendar a data, mas sem sucesso! Fora isso, minha filha mais velha teve um problema de saúde, não poderia deixa-la.

Um risco não planejado (saúde da minha filha) e um risco planejado e não monitorado adequadamente (agenda do meu filho).

Quem nunca errou em uma decisão no final do projeto pelo excesso de empolgação? Enfim, o não monitoramento desses riscos me rendeu um prejuízo financeiro, pois tive que mudar minhas passagens e hospedagens já compradas.

Meu pai já dizia: “prejuízo pouco é bobagem”, mas confesso que mentalmente me puni demais por ter pulado uma etapa tão simples, tão fácil apenas olhar minha agenda.

E como eu podia ter evitado o impacto desse risco? Simplesmente o monitorando adequadamente, pois não adianta nada eu planejar o risco e não voltar de tempos em tempos revendo esse plano.

Sabe o que me mata? Que ainda coloquei essa prova do meu filho na agenda, no plano de riscos, mas simplesmente a empolgação me dominou e me fez tomar uma decisão errada. Isso me gerou uma frustração enorme, mas estava decidida a cumprir meu objetivo, podia não ser no Rio, mas eu faria 21KM SIM!

Decidi mudar a estratégia, mas não mudaria o sonho!

De toda forma, eu não poderia ir com minha filha doente, não é mesmo? Meus principais stakeholders sempre estão na frente de qualquer projeto e eles precisavam de mim nesse final de semana.

Inevitavelmente eu tive que priorizar, escolher, e muitas vezes a gente tem que mudar a estratégia para alcançar os resultados, algo comum no mundo dos projetos.

Decidi então replanejar minha última entrega, mas ela seria feita a qualquer custo!

Meu replanejamento consistiu em:

  • Definir uma nova rota: como eu estava sem treino já há duas semanas, busquei uma rota com menos subidas na minha cidade mesmo;
  • Detalhar cada ponto de controle: defini quatro pontos de controle ao longo do percurso, e fui monitorando meu desempenho em cada um deles, além deles me indicarem o momento da hidratação e do consumo do gel de carboidrato. Esses são itens que em uma prova a gente nem se preocupa, mas como eu estava só, precisava aumentar meu monitoramento;
  • Definir uma equipe de apoio: eu tinha certeza que os últimos quilômetros seriam muito difíceis, principalmente, porque seria a primeira vez que eu buscaria os 21KM; então contei com o apoio do meu irmão que foi fundamental para que eu não desistisse. Nos últimos 3KM ele me lembrava o tempo todo os meus motivos para aquele desafio.
  • Apoio dos principais stakeholders: no último KM o meu comitê estratégico estava ao meu lado terminando a corrida, foi meio confuso, criança correndo de todo lado, irmã correndo filmando, marido tentando colocar ordem na criançada, mas foi o gás que eu precisava para terminar a corrida me sentindo a melhor meia maratonista do mundo.

E isso acontece em projetos da vida corporativa também, muitas vezes precisamos replanejar muito próximos da entrega, precisamos ter uma equipe de apoio muito boa para nos ajudar na manutenção dos prazos e principalmente ter o apoio incondicional dos nossos principais stakeholders. Muitas vezes temos que pegar alguma criança fujona no meio do caminho, mas com o apoio certo, o resultado virá!

Meu projeto teve uma pequena mudança no local de sua realização, mas de verdade? Foi muito melhor do que eu podia imaginar!

Resumo básico do meu plano:

  • 178 dias de execução
  • 72 treinos planejados, sendo realizados 51. Conclui cerca de 70% dos treinos planejados
  • 320 km percorridos durante os treinos
  • Tempo de execução da prova 2h54

Minha meta era ter um tempo menor que 2h30, mas diante de tudo que aconteceu e replanejamentos não foi possível.

E sabe qual a maior lição que tiro disso tudo? A gente pode mudar a estratégia, mas não deve mudar o sonho!

Eu estaria muito frustrada, envergonhada e decepcionada comigo mesma se eu não tivesse tentado.

Muitas vezes em projetos a gente precisa abrir mão da perfeição e alcançar um objetivo menor! E comemorar a cada objetivo é de extrema importância!

Esse projeto me transformou e me mostrou que posso e devo continuar usando as técnicas de gerenciamento de projetos para alcançar minhas metas pessoais.

Bora lá definir a próxima loucura, ops a próxima meta!

Antes disso fazer uma sessão de lições aprendidas com todos os envolvidos, principalmente com meu treinador!

Meia Maratona do Rio 2017

 

Um forte abraço, dessa mãe, GP, meia maratonista e apaixonada por projetos!

 

#projetoTransforma #meuProjetoMeuPorque #nãoFoiNoRioMasFoi

Uma resposta.

  1. Douglas Sousa agosto 25, 2017 Reply

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