PMO ou PMãe?

Corta, corta, corta!

As luzes se apagam e vem um agradecimento à minha convidada do quadro “Do outro lado da mesa”, Carol Laboissiere, e ela me coloca uma questão que infelizmente não pode mais ser gravada.

Uma pena, mas reproduzo aqui as palavras dela: “Jacque, muitas vezes me sinto muito mais do que uma PMO, me sinto uma PMãe”.

Achei simplesmente SENSACIONAL esse termo, pois muitas vezes é assim que eu me sinto mesmo.

E você? Já se sentiu uma PMãe ou um PMai? Tenho certeza que sim!

Quem nunca definiu uma estratégia com a equipe, alinhou um cronograma, definiu uma rota e no mesmo dia o recurso mudou tudo o que foi definido?

Essa semana um GP amigo meu, me chamou no Skype e disse: “Jacque quando defino três atividades para um recurso em uma reunião de manhã e no mesmo dia de tarde, ele mudou tudo o que combinamos.  O que devo fazer?”, eu simplesmente ri e disse a ele: “BEM VINDO AO CLUBE! Respira fundo e ajusta a rota novamente”.

Infelizmente, na maior parte das vezes acabamos virando mãe dos nossos recursos ou secretária para aqueles que são menos fofos rs, e a única forma de realmente fazer o projeto dar certo é continuar agindo dessa forma.

É desgastante? Sim, demais!

É necessário? Não deveria, mas muitas vezes é!

Essa postura de PMãe é bem importante principalmente nas empresas que estão começando sua jornada rumo a projetização, até que a equipe consiga cumprir o plano definido temos que ficar no acompanhamento constante.

Existe fórmula para tornar isso menos “dolorido”? O primeiro passo, na minha visão, é “aceita que dói menos”!

Você pode estar pensando: nossa como a Jacque é boazinha, jamais agiria dessa forma!

Mas, sou adepta a filosofia da formiguinha, se tem algo que está me bloqueando, em vez de ficar dando murro em ponta de faca eu prefiro achar uma forma de contornar e seguir em frente.

Lembro-me de um projeto bem grande que eu participei e que tive que criar um processo específico para um dos recursos. Ele era um recurso super chave para o projeto, todas as atividades do caminho crítico de certa forma passavam nas mãos dele, a única forma dele conseguir contribuir de verdade e se encontrar no projeto foi quando eu criei um quadro de postits para ele.

Ficou lindoooo, colorido, mas dava um trabalhão para manter, o projeto era realmente grande! Mas, mantivemos a rotina até o final do projeto.

Um ano depois eu o encontrei em um outro cliente e pasme, ele já não precisava daquele monte de postits para se encontrar. Eu precisava apenas mandar um e-mail periódico para ele com suas pendências!

Uma mudança radical e mega positiva!

Qual foi minha lição aprendida nessas passagens? Cada um tem seu tempo para entender e amadurecer, não adianta assumirmos uma postura intransigente e arrogante que não conseguiremos chegar a lugar algum.

Li em algum lugar uma frase mais ou menos assim “nunca julgue um peixe pela capacidade que ele tem de subir em árvores”, será que na maior parte das vezes a gente não quer que nossos peixinhos subam em árvores?

Pense nisso!

E vou confessar, quando é preciso eu sou PMãe sim, mas sou tudo isso com muita PEGADA!

A entrevista com a Carol está quase pronta, dá uma olhadinha como está ficando e dia 17/11 a entrevista será liberada na íntegra!


Um forte abraço da PMae aqui.

#projetoTransforma #meuProjetoMinhaVida #gpDePegada #doOutroLadoDaMesa #missaoPmae

11 Comentários

  1. Marcelo Lombardo novembro 10, 2015 Reply
    • Jacqueline Torres novembro 10, 2015 Reply
      • Giuliano Ghisi novembro 10, 2015 Reply
  2. Juliana Santos novembro 10, 2015 Reply
    • Jacqueline Torres novembro 10, 2015 Reply
  3. Marcia Pitta novembro 10, 2015 Reply
    • Jacqueline Torres novembro 10, 2015 Reply
  4. Gilene Vieira novembro 10, 2015 Reply
    • Jacqueline Torres novembro 10, 2015 Reply
  5. Monique Bittencourt dezembro 14, 2015 Reply
    • Jacqueline Torres dezembro 18, 2015 Reply

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