O Olho do GP é que Engorda o Projeto!

Falaaaaaaaaaaaaaa GP, tudo bem?

Escutei há algum tempo que “Gerente de projeto bom é gerente que entrega” e isso nunca mais saiu da minha cabeça, e de verdade? Eu acredito 100% com essa afirmação.

É claro que se essa entrega estiver suportada de boas práticas, estiver documentada e bem planejada é o melhor dos mundos; mas temos que ter muita parcimônia e bom senso para considerar um projeto entregue.

Outro ponto que parece óbvio é que o GP tem que conhecer todos os detalhes do projeto, deve ser informado de tudo para que ele possa agir.

Você deve estar pensando, “isso é tão óbvio, é tão primário e acontece em todos os projetos”. Embora seja óbvio temos muitos casos em que o GP não está “por dentro” de todos os detalhes, e isso pode acontecer por:

  • O GP é muito superficial e não consegue chegar no nível de detalhe necessário;
  • O GP não tem conhecimento técnico suficiente para gerenciar o projeto;
  • O GP está com muitos projetos em sua mão e se transforma em um atualizador frenético de cronograma;

Na minha visão os principais problemas que ocorrem em projetos são ocasionados por um mix desses pontos.

O GP muitas vezes é superficial, muitas vezes também está superalocado e algumas vezes não tem conhecimento técnico suficiente para gerenciar o projeto. Eu conheço muitos GP’s que vivem nesse ciclo vicioso e seu dia-a-dia é um verdadeiro triturador de talentos absurdo. Eu inclusive já passei por isso.

E como você pode fazer para evitar esse triturador de talentos:

  • Monte um cronograma detalhado: não tenha “preguiça” de montar um cronograma bem detalhado. Lembre-se sempre, planejamento você faz uma vez na vida do projeto, controle você faz toda semana.
    Se você não tem experiência técnica no tipo de projeto que gerenciará, desça ainda mais no detalhe, defina o passo-a-passo para cada entrega para que você não fique perdido durante a execução;
  • Se for preciso, pise no barro: muitas vezes precisamos sentir a adrenalina do projeto em campo. Eu brinco sempre que um bom GP tem que pisar no barro, tem que sentir as dificuldades, tem que vestir a camisa do patrocinador e/ou cliente o tempo todo para avaliar se realmente os resultados estão de acordo com o esperado.

Nos projetos em que eu gerencio, eu faço questão de viver no “barro”! Acredito cegamente que somente assim conseguirei ter mais controle nas inúmeras variáveis de um projeto.

Não estou dizendo que o GP deve ficar em tempo integral em um projeto, dependendo da complexidade é possível gerenciar mais de um projeto simultaneamente e não perder o controle de nenhum deles.

E se você fez um plano detalhado se manter atualizado será muito mais simples. Realmente encare o tempo gasto no planejamento como o seu principal investimento do projeto.

  • Parafraseando o ditado popular… tenha sempre em mente que o olho do GP que engorda o projeto.
    Essa é uma verdade absoluta em projeto, se o GP estiver ligado o tempo todo, chamar a responsabilidade do resultado é quase impossível o projeto dar errado.
    E se algum risco ocorrer? Ele conseguirá avaliar o impacto e agir corretivamente com muito mais agilidade.

Um ponto bem importante, não adianta deixar um GP em tempo integral no projeto se ele não estiver envolvido de corpo e alma, se ele não se aprofundar no desempenho e se ele não estiver com espírito de dono.

Enfim, um GP bom além de ter pegada, ele precisa ter espírito de dono, precisa pisar no barro e estar ao lado da equipe o tempo todo!

Além de tudo isso ele precisa ter sangue frio nos momentos difíceis e manter o ânimo, empenho e motivação do início ao fim do projeto!

Fácil? Não, não é fácil, mas se fosse fácil qualquer um faria! E não somos qualquer um, somos GP’s de pegada! Correto?

Um forte abraço e até a próxima.

#projetoTransforma #gpDePegada #projetizando

Uma resposta.

  1. Lenita Romboli setembro 28, 2016 Reply

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