Gerenciamento de Riscos: Planejamento ou Futurologia? Parte 1/3

Bom dia pessoal,

Essa série de 3 posts tem como objetivo principal desmistificar a dificuldade do gerenciamento de riscos em projetos de TI, apresentando um modelo simples, embora muito eficiente, para que o gestor seja capaz de aumentar a assertividade do seu planejamento, principalmente no tripé do projeto: escopo, tempo e custo que juntos compõem a base do planejamento do projeto.

 

Introdução

Gerenciamento de risco é um processo que visa maximizar a probabilidade e conseqüência de um evento positivo e minimizar a de um evento adverso aos objetivos do projeto (PMBOK 2000).

Atualmente, em projetos de TI, Gerenciamento de Risco é um dos processos mais complexos e difíceis de gerenciar.

Uma das maiores dificuldades deve-se ao fato de riscos estarem diretamente ligados ao tratamento e planejamento de incertezas.

O PMBOK 2000 define risco como um evento incerto ou condição, que quando ocorrer terá um efeito positivo ou negativo sobre os objetivos do projeto.

A tarefa de tentar “adivinhar” o que poderá ocorrer ao decorrer do projeto não é uma das tarefas mais fáceis de um gestor, principalmente, em projetos inovadores.

Quando é possível identificar desde o início as incertezas que possam comprometer, positiva ou negativamente, os objetivos de escopo, tempo e custo do projeto, certamente, o sucesso será alcançado com maior facilidade.

Em projetos de TI a falta de embasamento para o mapeamento dos riscos, é um fator que contribui para que esse processo seja negligenciado. Esse problema tem origem na falta de cultura e utilização desse processo, outro ponto chave é a dificuldade na mensuração do impacto de um risco com assertividade.

Uma onda que está em plena ascensão no Brasil é a conscientização da necessidade de desenvolvimento de um planejamento de projetos. Porém, nem sempre, o gestor possui o tempo necessário para se fazer um bom planejamento, quem dirá planejar adequadamente os riscos.

Como o gerenciamento de riscos lida com incertezas, será que ele pode ser considerado um exercício de “futurologia”?

Planejamento ou “futurologia”?

Em TI, normalmente, a resposta é sempre a mesma: “é impossível mensurar os riscos de um projeto. Como eu conseguirei prever? Só se me derem uma bola de cristal!”.

Esses questionamentos e afirmações até fazem algum sentindo, porém para a saúde do projeto é necessário efetuar esse tipo de “exercício”.

Esse investimento é extremamente importante, pois as contingências e reservas devem, obrigatoriamente, ser previstas.

O gestor do projeto pode utilizar a metodologia DMAIC, usada no Seis-Sigma e que significa: Define, Mensure, Analyze, Improve e Control, para o gerenciamento dos riscos. Inclusive essa metodologia possui uma ótima aderência aos cinco macro-processos definidos no PMBOK – iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento.

Utilizando essa rota, o esforço necessário para o gerenciamento dos riscos é minimizado.

O PMBOK prevê uma série de ferramentas para suportar e minimizar o esforço do gerente e de toda a equipe do projeto nessas atividades.

Nos próximos posts apresentaremos os itens que podem ser desenvolvidos em cada uma das fases do processo.

Um forte abraço a todos,

Jacque(sign5)

Sem respostas.

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