Gerente de projetos de pegada ou capanga de mafioso?

Fala GP, tudo bem?

Semana passada em meio a uma reunião recebi uma mensagem no Skype, era mais ou menos assim:

“Jacque, vc viu o artigo do Marcelo Lombardo? Dá uma lida lá que acho que vc vai gostar”.

Como todo GP sou muito curiosa, e para piorar meu lado feminino é muito, mas muito, mas muito curioso também.

Eu já não conseguia mais me concentrar na reunião, pois no link aparecia era assim:

https://www.linkedin.com/pulse/gerente-de-projeto-o-capanga-do-mafioso-marcelo-lombardo

Reparem no nome do artigo, imagina minha aflição para terminar logo a reunião rs.

Fiz a leitura, uma, duas, três vezes e falei para o Marcelo que queria direito de resposta rs!

No artigo o Marcelo fala de como um GP de ERP tem um lugar “especial” no coração dele e vamos lá para a minha visão sobre essa reflexão!

Como em qualquer profissão no mundo, temos profissionais e profissionais, como ele mesmo menciona: toda generalização é burra!

Conheço muitos GP’s, com muitas certificações e letrinhas no final de suas assinaturas, que tem posturas parecidas como a descrita no artigo, mas graças a Deus é uma pequena minoria!

A maioria dos profissionais que conheço, assim como eu, é apaixonada por projetos. O resultado do projeto é o que nos motiva e que nos faz acreditar que realmente podemos agregar muito para o sucesso de um projeto.

O que infelizmente tenho visto muito no mercado, é a simplificação do trabalho do gerente de projetos. Empresas assumindo como Gestão de Projetos a ação de colocar um bastão de beisebol na mão de um profissional recém-formado (que fique claro que não tenho nada contra os mais jovens, inclusive AMO formar pessoas, quem já trabalhou comigo sabe disso), e que ele só precisa cobrar a equipe de forma insistente para que suas atividades sejam concluídas.

Com relação a método, framework e escola de gerenciamento de projetos, realmente essa discussão parece religião, quem usa método Ágil muitas vezes abomina quem usa método “tradicional”, eu de verdade acho que os dois são ótimos!

Cada um com sua aplicação, cada um com seu tipo de projeto e em meus projetos eu uso os dois! Acredito na simplificação e o que me permitir ser simples de maneira efetiva terá sempre minha simpatia e adesão.

Não entendo como negativo a questão de que o resultado do Caos Report só melhorou porque aumentou o número de projetos usando métodos ágeis.

Tudo na vida precisa evoluir, por que seria diferente com o gerenciamento de projetos? Encaro o ágil como uma evolução, como uma simplificação que para alguns projetos pode ser vital para o seu sucesso.

Alguns acham que essa minha falta de posicionamento pode parecer superficialidade, mas eu não concordo, eu chamo isso de flexibilidade, sou focada em resultado e o que der resultado no meu projeto eu vou usar.

Agora a melhor parte e que eu concordo em partes com o artigo… não existe um bom GP que não entenda do negócio, que não entenda as nuances da área que ele está atuando.

Na teoria podemos gerenciar todo e qualquer tipo de projeto, e durante muito tempo eu acreditei cegamente nisso… até eu aprender algumas lições a duras penas rs…

Então até acredito que seja possível, mas não vai ser da primeira vez que o trabalho sairá bem feito, talvez nem da segunda, mas a partir da terceira vez eu tenho certeza que o GP que era generalista já virou praticamente um especialista no assunto.

Não adianta uma boa iniciativa, uma boa ferramenta, um bom método se a pessoa que estiver pilotando tudo isso não tiver experiência ou não estiver bem alinhada com o direcionamento da empresa.

É como entregar um carro de Fórmula 1 para alguém que nunca dirigiu um carro, qual a chance de a mistura dar certo?

Enquanto as empresas não entenderem que gerenciar projetos é muito mais do que simplesmente cobrar a execução das atividades ou vender mais horas para um cliente, esse cenário não mudará.

Aí vem a reflexão… se o GP é um capanga de mafioso, de quem seria a culpa desse cenário? Do capanga ou do mafioso? E quem seria o mafioso nesse caso?

Hummmm fiquei curiosa para saber quem é o mafioso…

Difícil eu acreditar que um GP de pegada que é apaixonado pelo que faz, se submeteria a ser um capanga de mafioso ou agir dessa forma… talvez minha visão seja um pouco emocional demais, romântica ou até mesmo passional, mas que eu não concordo com essa visão tão negativa, ah isso eu não concordo!

Eu sou GP de pegada, AMO projetos e você meu amigo GP, o que acha disso tudo?

E se você ainda não viu a minha entrevista com o Marcelo Lombardo, pelo quadro Do Outro Lado da Mesa, confira já:

 

Um forte abraço e VAMOOOOOO!

#gpDePegada #projetoTransforma #doOutroLadoDaMesa

5 Comentários

  1. Fabio Raymundo de Magalhaes janeiro 22, 2016 Reply
    • Jacque Torres fevereiro 5, 2016 Reply
  2. Cleiton Luis Mafra março 8, 2016 Reply
    • Jacque Torres março 10, 2016 Reply
      • Cleiton Luis Mafra março 30, 2016 Reply

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